Brasil no atoleiro


Antes de ler o que escrevo abaixo é melhor ler essa matéria AQUI da Infomomey ou a matéria completa do Economist em português AQUI no Estadão.

Importante destacar alguns pontos dessa matéria (além da capa que ficou sensacional!):

  1. Bagunça desde anos 90 (sério?)
  2. Um verdadeiro atoleiro (e dos grande sô)
  3. Realmente vendida como uma falsa promessa (sabe de nada inocente)
  4. Sair dessa seria difícil p/ uma grande liderança, imagina pra ela (que é fraca)
  5. Dos BRICS estamos melhores que a Rússia (e?)
  6. Os problemas podem ir mais fundo (imagina só! Não, melhor não)
  7. O tempo de reagir é agora (concordo, mas… como? quem? quando mesmo?)

Que a coisa está feia… Está! Mas o que fazer? Será que já não tínhamos que ter feito nas urnas meu povo? Impeachment por impeachment agora resolve? Vamos aos substitutos por ordem:

No cenário atual, se a Presidente Dilma sofresse impeachment quem assume é o seu Vice-Presidente Michel Temer. E se este também sofresse um impeachment, quem assume é Eduardo Cunha (PMDB-RJ). Se Cunha também saísse, quem assume é Renan Calheiros (PMDB-AL). Na linha de sucessão o próximo seria Ricardo Lewandowski.

Com certeza tem aqueles que não concordam (tem gente até que acha a Dilma e o PT ótimos para o Brasil) mas essa linha de sucessão é ou não é uma verdadeira confusão!! E sinceramente em uma areia movediça dessa que estamos assentados, esses caras só vão mexer, mexer, mexer e nos afundar ainda mais!

Impunidade não! E deixar como estar, impunes, nunca! Mas vamos lutar para que a justiça seja feita em prol de um Brasil realmente democrático e com mais justiça social (será utopia?). Tem muita gente nossa morrendo a toa e por conta dessa bagunça. Na omissão do Estado o povo sofre, mas também se levanta! Mas se levanta consciente, entendido dos seu atos e responsável pelos mesmos. Temos memória muito curta e insistimos em não aprender com os nossos erros! A nossa urna não reflete a revolta ou o clamor de um povo, mas reflete as tramóias e estratégias publicitárias de campanhas milionárias de ilusão de ótica e de emoções.

Somos novos como país, como República, democracia e aí vai… Mas não precisamos ser tão “inocentes”, ao ponto de cairmos no conto da “carochinha” de quatro em quatro anos.

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Idiota à brasileira. Com vocês o “PIB”…


Ele fura fila. Ele estaciona atravessado. Acha que pertence a uma casta privilegiada. Anda de metrô – mas só no exterior. Conheça o PIB (Perfeito Idiota Brasileiro). E entenda como ele mantém puxado o freio de mão do nosso país.

Ele não faz trabalhos domésticos. Não tem gosto nem respeito por trabalhos manuais. Se puder, atrapalha quem pega no pesado. Trata-se de uma tradição lusitana, ibérica, reproduzida aqui na colônia desde os tempos em que os negros carregavam em barris, nos ombros, a toilete dos seus proprietários, e eram chamados de “tigres” – porque os excrementos lhes caíam sobre as costas, formando listras. O Perfeito Idiota Brasileiro, ou PIB, também não ajuda em casa. Influência da mamãe, que nunca deixou que ele participasse das tarefas – nem mesmo pôr ou tirar uma mesa, nem mesmo arrumar a própria cama. Ele atira suas coisas pela casa, no chão, em qualquer lugar, e as deixa lá, pelo caminho. Não é com ele. Ele foi criado irresponsável e inconsequente. É o tipo de cara que pede um copo d¿água deitado no sofá. E não faz nenhuma questão de mudar. O PIB é especialista em não fazer, em fazer de conta, em empurrar com a barriga, em se fazer de morto. Ele sabe que alguém fará por ele. Então ele se desenvolveu um sujeito preguiçoso. Folgado. Que se escora nos outros, não reconhece obrigações e adora levar vantagem. Esse é o seu esporte predileto – transformar quem o cerca em seus otários particulares.

O tempo do Perfeito Idiota Brasileiro vale mais que o das demais pessoas. É a mãe que fura a fila de carros no colégio dos filhos. É a moça que estaciona em vaga para deficientes no shopping. É o casal que atrasa uma hora para um jantar com amigos. As regras só valem para os outros. O PIB não aceita restrições. Para ele, só privilégios e prerrogativas. Um direito divino – porque ele é melhor que os outros. É um adepto do vale-tudo social, do cada um por si e do seja o que Deus quiser. Só tem olhos para o próprio umbigo e os únicos interesses válidos são os seus.

O PIB é o parâmetro de tudo. Quanto mais alguém for diferente dele, mais errado esse alguém estará. Ele tem preconceito contra pretos, pardos, pobres, nordestinos, baixos, gordos, gente do interior, gente que mora longe. E ele é sexista para caramba. Mesma lógica: quem não é da sua tribo, do seu quintal, é torto. E às vezes até quem é da tribo entra na moenda dos seus pré-julgamentos e da sua maledicência. A discriminação também é um jeito de você se tornar externo, e oposto, a um padrão que reconhece em si, mas de que não gosta. É quando o narigudo se insurge contra narizes grandes. O PIB adora isso.

O PIB anda de metrô. Em Paris. Ou em Manhattan. Até em Buenos Aires ele encara. Aqui, nem a pau. Melhor uma hora de trânsito e R$ 25 de estacionamento do que 15 minutos com a galera do vagão. É que o Perfeito Idiota tem um medo bizarro de parecer pobre. E o modo mais direto de não parecer pobre é evitar ambientes em que ele possa ser confundido com um despossuído qualquer. Daí a fobia do PIB por qualquer forma de transporte coletivo.

Outro modo de nunca parecer pobre é pagar caro. O PIB adora pagar caro. Faz questão. Não apenas porque, para ele, caro é sinônimo de bom. Mas, principalmente, porque caro é sinônimo de “cheguei lá” e “eu posso”. O sujeito acha que reclamar dos preços, ou discuti-los, ou pechinchar, ou buscar ofertas, é coisa de pobre. E exibe marcas como penduricalhos numa árvore de natal. É assim que se mostra para os outros. Se pudesse, deixaria as etiquetas presas ao que veste e carrega. O PIB compra para se afirmar. Essa é a sua religião. E ele não se importa em ficar no vermelho – preocupação com ter as contas em dia, afinal, é coisa de pobre.

O PIB também é cleptomaníaco. Sua obsessão por ter, e sua mania de locupletação material, lhe fazem roubar roupão de hotel e garrafinha de bebida do avião e amostra grátis de perfume em loja de departamento. Ele pega qualquer produto que esteja sendo ofertado numa degustação no supermercado. Mesmo que não goste daquilo. O PIB gosta de pagar caro, mas ama uma boca-livre.

E o PIB detesta ler. Então este texto é inútil, já que dificilmente chegará às mãos de um Perfeito Idiota Brasileiro legítimo, certo? Errado. Qualquer um de nós corre o risco de se comportar assim. O Perfeito Idiota é muito mais um software do que um hardware, muito mais um sistema ético do que um determinado grupo de pessoas.

Um sistema ético que, infelizmente, virou a cara do Brasil. Ele está na atitude da magistrada que bloqueou, no bairro do Humaitá, no Rio, um trecho de calçada em frente à sua casa, para poder manobrar o carro. Ele está no uso descarado dos acostamentos nas estradas. E está, principalmente, na luz amarela do semáforo. No Brasil, ela é um sinal para avançar, que ainda dá tempo – enquanto no Japão, por exemplo, é um sinal para parar, que não dá mais tempo. Nada traduz melhor nossa sanha por avançar sobre o outro, sobre o espaço do outro, sobre o tempo do outro. Parar no amarelo significaria oferecer a sua contribuição individual em nome da coletividade. E isso o PIB prefere morrer antes de fazer.

Na verdade, basta um teste simples para identificar outras atitudes que definem o PIB: liste as coisas que você teria que fazer se saísse do Brasil hoje para morar em Berlim ou em Toronto ou em Sidney. Lavar a própria roupa, arrumar a própria casa. Usar o transporte público. Respeitar a faixa de pedestres, tanto a pé quanto atrás de um volante. Esperar a sua vez. Compreender que as leis são feitas para todos, inclusive para você. Aceitar que todos os cidadãos têm os mesmos direitos e os mesmo deveres – não há cidadãos de primeira classe e excluídos. Não oferecer mimos que possam ser confundidos com propina. Não manter um caixa dois que lhe permita burlar o fisco. Entender que a coisa pública é de todos – e não uma terra de ninguém à sua disposição para fincar o garfo. Ser honesto, ser justo, não atrasar mais do que gostaria que atrasassem com você. Se algum desses códigos sociais lhe parecer alienígena em algum momento, cuidado: você pode estar contaminado pelo vírus do PIB. Reaja, porque enquanto não erradicarmos esse mal nunca vamos ser uma sociedade para valer.

Esse artigo foi escrito por Adriano Silva e li na SuperInteressante.

A FIFA não é dona do futebol!


A maioria das pessoas se esquece que a democracia brasileira tem apenas 25 anos, e dentro de sua história essa é a primeira vez, desde o impeachment do Collor, que o povo brasileiro questiona que tipo de país quer habitar. E dessa forma, nos tornamos conhecedores de nossos direitos, definidos na Constituição de 1988.

E é o povo brasileiro, não a FIFA(Copa), tampouco o próprio futebol, que deixa um legado inédito para o mundo, visto que somos a primeira nação que realmente decidiu questionar qual o benefício de sediar uma FIFA(Copa) – por isso a pergunta “Copa pra quem?”.

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A resposta para essa pergunta está no relatório oficial de prestação de contas do mega evento pelo governo brasileiro, Matriz de Responsabilidade http://bit.ly/TNeBzW, veja os números você mesmo!

Todos os brasileiros acreditaram que a FIFA (Copa) deixaria benefícios infraestrurais que tanto necessitam os trabalhadores que acordam as 5 da manhã para pegar o ônibus e ir para a labuta; os que necessitam do sistema público da coleta de lixo; os que dependem da polícia para sua segurança; os que não têm saneamento básico; e ainda, os usuários do sistema público de saúde.

Pois bem. Em 2007, em uma cerimônia de celebração do Brasil sede da FIFA(Copa), com a presença do presidente do Brasil, Lula, o então presidente da CBF Ricardo Teixeira afirmou: “A Copa é um evento privado. Portanto, o maior benefício de sediar uma FIFA(Copa) é o fato de este ser o evento que menos usa dinheiro público”. Entretanto, mais de 85% dos fundos vieram, até agora, de cofres públicos, e quase metade desse dinheiro foi investido no Rio, SP e BH.

Agora, para aqueles que acham que o Brasil, e por Brasil eu me refiro ao povo brasileiro, irá se beneficiar com a FIFA (Copa) está na hora de rever os seus conceitos do que desenvolvimento social significa, principalmente em um país onde os indicadores sociais assustam de tão baixos.

A FIFA (Copa) não é dona do esporte futebol, nunca foi, e nunca será! Ademais, não serão os últimos a tirar vantagem de uma paixão do ser humano para benefício próprio. Portanto, protestar durante a copa não quer dizer que deixamos de ser loucos por futebol. Quer dizer, apenas, que não queremos nosso suor nas mãos de uma máfia corrupta que decidiu se apropriar de uma de nossas maiores paixões para seu benefício.

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Giselle Barboza é Antropóloga e produtora de mídia em Londres.
Atualmente, lidera a mídia da campanha www.itsapenalty.com.

Dilma volta ao Twitter e diz que revista está ‘desinformada’


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Depois de quase três anos desativada, a presidente Dilma Rousseff voltou a postar nesta sexta-feira, 27, em sua conta oficial na rede de microblog Twitter (@dilmabr). E aproveitou a rede social para responder à reportagem da revista inglesa The Economist, que em reportagem de capa (leia artigo AQUI)desta semana alega que o País perdeu o rumo e questiona a capacidade de Dilma em recuperar a economia brasileira: “Eles (The Economist) estão desinformados. O dólar estabilizou, a inflação está sob controle e somos o único grande país com pleno emprego.” E continuou, na defesa de sua administração: “Somos a 3ª economia que mais cresceu no mundo no 2º trimestre. Quem aposta contra o Brasil, sempre perde.”

A presidente também falou sobre o Mais Médicos: “Respeito muito os médicos brasileiros, mas traremos médicos de onde pudermos. Importante é atender melhor a população. Isso é o + médicos.”

A presidente reativou sua conta, abandonada desde dezembro de 2010, em uma conversa pelo microblog com Jeferson Monteiro, o criador do perfil Dilma Bolada, um dos fakes mais famosos da internet. Em seu primeiro Twitter, desde o final da sua campanha eleitoral, Dilma começou com o humor de seu clone: “Bom dia linda maravilhosa, sempre acompanhei vc. Mas não me dê bom dia. Mas me dê bons resultados.”

Neste momento, a presidente e Monteiro tuitam lado a lado no gabinete da Presidência, os dois de camisa vermelha, como mostra uma foto publicada no Instagram do Palácio do Planalto, em uma jogada para apresentar o Portal Brasil, o sistema de perfis do governo na redes sociais que será lançado hoje à tarde. “Gente, o novo @portalbrasil vai ser a porta de acesso ao governo do cidadão nas redes sociais”, tuitou.

A presidente ainda confirmou que fez um passeio de moto pela capital federal. “Sim & me diverti pra valer. Será que vc tem carteira pra dirigir moto? Se tiver, da próxima vez, podemos atuar no 8º Velozes e Furiosas”, brincou. A conta de Dilma tem mais de 1,9 milhão de seguidores. Ela informou também que a Presidência terá um perfil oficial no Facebook.

Fonte: Istoé Dinheiro

Sucesso e ARREBENTA

@fottoni

A revista ‘The Economist’ questiona: O Brasil estragou tudo?


13269158Capas da revista ‘The Economist’ em 2009 e em outubro de 2013;
Enquanto antes dizia que Brasil iria decolar, sentimento hoje é de pessimismo.

Se em 2009 a revista britânica “The Economist” sinalizava que a economia brasileira estava pronta para decolar, hoje o sentimento é de pessimismo.

Naquele ano, a revista trazia na capa o Cristo Redentor na forma de um foguete, prestes a levantar voo, com o título “Brazil takes off” (“Brasil decola”, em tradução livre). A nova edição, de outubro, e que deve ser publicada nesta quinta-feira (26), também mostra o Cristo, mas, desta vez, em trajetória de queda.

Pessimismo com Brasil é exagerado, na avaliação de diretor do FMI

A reportagem de capa, de 14 páginas, questiona “Has Brazil blown it?” (“O Brasil estragou tudo?”, em tradução livre).

Não é a primeira vez que a revista critica a economia brasileira.

Em junho, chamou de medíocre o desempenho da país desde 2011 e pediu, em tom irônico, para o ministro Guido Mantega permanecer no cargo. Em reportagem anterior, havia pedido sua saída.

Desde 2012 a publicação britânica já vem adotando tom mais cauteloso quando o assunto é o Brasil. As matérias dedicadas ao país chamam a atenção, entre outros fatos, a riscos políticos, elevados custos para fazer negócio e protecionismo no petróleo, o que afastaria investidores externos.

CRÍTICAS

A matéria contrasta dois momentos bastantes discrepantes da economia brasileira. Primeiro, quando sinalizava um futuro bastante promissor ao registrar crescimento de 7,5% em 2010, o melhor desempenho em um quarto de século. Para aumentar a magia, o Brasil foi premiado tanto com a Copa do Mundo (2014) quando com as Olimpíadas (2016), diz a matéria.

De 2010 para cá, porém, o que se viu foi um tranco. Em 2012, a economia cresceu 0,9%, bem abaixo do que foi visto em 2010. Além disso, em junho de 2013 milhares de pessoas foram às ruas para protestar do alto custo de vida, da má qualidade dos serviços públicos e da corrupção.

Segundo a matéria, muitos já perderam a esperança de que o país decolou e que o crescimento passado foi apenas outro “voo de galinha” –expressão usada para designar surtos econômicos de curta duração.

Ainda segundo a reportagem, o Brasil fez poucas reformas durante os anos de boom econômico. Diz que o setor público brasileiro impõe um fardo particularmente pesado no setor privado.

A “Economist” ressalta que as empresas enfrentam o sistema tributário mais pesado do mundo, com impostos que chegam a 58% sobre a folha de pagamento e que o governo tem suas prioridades de gastos incoerentes.

INFRAESTRUTURA

Quanto à infraestrutura nacional, diz que é ruim e o investimento, muito pequeno. “Gasta-se 1,5% do PIB em infraestrutura, contra uma média global de 3,8%”, afirma a reportagem.

Para a revista, os problemas do Brasil vêm se acumulando ao longo das gerações, e a presidente Dilma tem sido relutante ou incapaz de enfrentá-los, o que criou novos problemas justamente por interferir na economia –mais do que o ex-presidente Lula.

“Ela assustou investidores estrangeiro em projetos de infraestrutura”, avalia.

“DILMA FERNÁNDEZ”

Para o Brasil se recuperar, precisa de reforma, diz a revista, sobretudo no que diz respeito aos impostos.

Destaca ainda que os impostos representam 36% do PIB, a maior proporção entre os emergentes, mas ao lado da Argentina.

Nesse contexto, a matéria ironiza ao chamar a presidente de “Dilma Fernández”, fazendo uma referência à presidente da Argentina Cristina Fernández de Kirchner.

Também criticou o setor previdenciário brasileiro. Embora seja um país jovem, o Brasil gasta uma grande parcela da sua renda nacional com aposentadorias e pensões.

“O governo precisa remodelar o gasto público, especialmente pensões”, afirma.

Vi artigo primeiro no Pavablog que indicou a Fonte: Folha de São Paulo

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